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Quadruplica o investimento das empresas no ano 13/08/2010

Posted by Jacqueline Maia in Notícias.
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Carolina Alves – Brasil Economico

(12/08/10)

Passada a “marolinha” – que teve efeito de tsunami para diversos setores da economia brasileira – as empresas retomaram o fôlego para investir e já anunciaram desembolsos quatro vezes e meia maiores este ano.

Segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), obtido com exclusividade pelo Brasil Econômico, os investimentos programados pelo setor produtivo para 2010 já atingiram US$ 289 bilhões no primeiro semestre.

No mesmo período do ano passado, o montante foi de US$ 66,2 bilhões. Os dados abrangem expansão de instalações, modernização e aquisição de bens de capital.

De fato, os primeiros seis meses de 2009 foram muito críticos para a economia, o que torna a base de comparação deprimida.

Se observarmos, porém, o segundo semestre do ano passado, quando os investimentos anunciados foram de US$ 271,2 bilhões, chegaremos a um resultado também surpreendente: alta de 6,55% de um semestre para o outro.

“Isso é reflexo do fortalecimento do mercado interno, que vem estimulando as empresas a investir novamente, mais confiantes em relação à economia”, explica Eduardo Celino, coordenador geral da Rede Nacional de Informações Sobre Investimento (Renai), banco de dados do MDIC.

Visto que o cenário internacional é ainda incerto, tomar o mercado interno como base do crescimento se tornou uma estratégia anticíclica indispensável.

“Muitos desembolsos reprimidos durante a crise estão se realizando apenas agora, quando indicadores de renda, emprego e crédito apontam para um ótimo ano para o consumo doméstico”, complementa.

Prato cheio

Além do real valorizado, que desestimula exportações e, portanto, volta as atenções das empresas para o mercado consumidor local, mais de 30 milhões de brasileiros ganharam acesso ao crédito nos últimos três anos, segundo estimativas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Isso, somado ao rendimento mensal do trabalhador – que chegou ao seu maior patamar desde 1990 – e ao índice de emprego, torna o Brasil um “prato cheio”.”Mesmo com a perspectiva de desaceleração do crescimento até o fim do ano, as empresas não deixarão de investir”, enfatiza.

Ele lembra que a economia teve um primeiro trimestre muito forte, passando por um arrefecimento natural no segundo.

“Até os segmentos mais afetados pela crise, como a indústria, já estão retomando os patamares pré-crise”, avalia Rogério César de Souza, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Copo meio vazio

Se há consenso de o país está a caminho de repetir os desempenhos recordes de 2008, por outro lado é preciso notar que o nível de investimentos produtivos está em alta, mas ainda não é suficiente para promover um crescimento econômico acima de 5% ao ano sem inflação.

Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, divulgadas na última terça-feira, a formação bruta de capital fixo (FBKF), indicador oficial dos investimentos do setor produtivo (públicos e privados), deve atingir 20,4% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano – maior índice desde 1994.

“Para sustentar o crescimento de 6,5% esperado pelo governo, precisamos de investimentos acima de 25% do PIB”, calcula o economista Celso Grisi, diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal. Seria necessária poupança na casa dos 3% do PIB.

A estimativa do ministério, porém, é de que chegue a 0,7% do PIB. “A única maneira de melhorar esse quadro é por meio de reformas há muito evitadas, como a tributária, previdenciária e administrativa.

Mesmo que os investimentos do governo tenham crescido substancialmente, é preciso tornar a máquina pública mais eficiente”, diz.

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