jump to navigation

Crescem oportunidades no Setor de Serviços 18/09/2010

Posted by Pedro Carvalho in Notícias.
add a comment

O setor de serviços se beneficia mais do que a indústria das boas condições do mercado interno, crescimento do mercado de trabalho, inflação controlada e o acesso ao crédito. De acordo com o consultor da FGV Silvio Salles: “o setor de serviços também se aproxima muito da informalidade, que também contribui para a economia e está implicitamente mais expressa nos serviços do que na indústria”.

Uma parte da composição do índice de confiança de serviços (ICS) é de responsabilidade do Índice de Expectativas – que teve alta de 3,2% nos últimos dois meses, após uma queda de 6,8% entre fevereiro e junho deste ano. Em agosto, as expectativas subiram 7,3% em relação a julho.

O índice da situação atual (ISA) também faz parte da composição da confiança. O ISA atingiu os 121,8 pontos, o maior patamar posterior à crise financeira internacional. A alta em relação a julho foi de 1,6%. O consultor da FGV explicou que a volatilidade da situação atual é superior às expectativas, mais constantes.

Na comparação do índice de confiança trimestral com o resultado do PIB do setor de serviços, de acordo com Salles, é possível perceber a existência de aderência entre os dois indicadores. Portanto, no terceiro trimestre, “o PIB de serviços deve manter o mesmo ritmo observado no segundo trimestre”, acredita o consultor.

O setor que apresentou confiança mais elevada foi o de serviços de informação, como telecomunicações, informática e serviços audiovisuais, com alta de 7,6%. Em seguida, foi registrado o setor de transportes (que inclui o transporte de cargas), com 4,3%. O único setor que apresentou queda da confiança foi o de serviços de manutenção e reparação, muito concentrado em oficinas, com menos 2,6%.

De qualquer forma, o perfil de alta foi considerado generalizado, já que 11 dos 12 ramos pesquisados avançaram. “A confiança dos serviços se mantém em patamar elevado, embora relativamente estabilizado desde o segundo trimestre, sinalizando a percepção de um ambiente favorável ao setor”, concluiu Sales.

A falta de engenheiros qualificados preocupa o setor industrial. O déficit anual já está perto de 30 mil profissionais, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo estimativa da CNI, até 2012, haverá ao menos 150 mil vagas não preenchidas por profissionais devidamente capacitados. Ou seja, parte destes postos poderão ser destinados a pessoas com outras formações acadêmicas.

O aumento de 5,6% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro dos serviços no segundo trimestre na comparação com igual período do ano passado foi influenciado diretamente por setores ligados à indústria que, com alta de 13,8%, puxou o crescimento de 8,8% do PIB no segundo trimestre. As principais alavancas para o setor de serviços entre abril e junho foram o comércio atacadista e varejista, com alta de 11,8% frente ao segundo trimestre do ano passado, e transporte, armazenagem e correio, que subiu 11,2%.
“No serviço, os setores que mais cresceram foram os que têm comportamento muito influenciado pela indústria”, disse Rebeca Palis, gerente da coordenação de contas nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outro destaque ficou por conta da intermediação financeira e seguros, que subiu 9,8%. Rebeca frisou que o grupo nunca deixou de ter comportamento positivo mesmo durante a crise, embora tenha desacelerado o crescimento. Agora retoma o fôlego, apesar de não ter recuperado o ritmo pré-crise, na casa dos 15%.

Fontes:

  • Confiança do setor de serviços avança, avalia FGV, por (Juliana Ennes/ Valor)
  • Falta de engenheiros (Valor)
  • Serviços se beneficiam de setores ligados à indústria, diz IBGE (Rafael Rosas e Juliana Ennes | Valor)
  • Agosto tem recorde de contratações puxado por serviços e comércio (Valor)

Emprego na Indústria cresce 17/09/2010

Posted by Jacqueline Maia in Notícias.
add a comment

Valor Online

Por Juliana Cardoso 10/09/2010

SÃO PAULO – O emprego na indústria aumentou 0,3% entre junho e julho, com ajuste sazonal. Foi o sétimo resultado positivo seguido, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a julho de 2009, o indicador aumentou 5,4%, que foi a sexta taxa positiva consecutiva e a mais expressiva desde o começo da série histórica do organismo.

“No confronto com igual mês de 2009, os resultados continuaram positivos pelo sexto mês, com o índice alcançando a taxa mais elevada desde o início da série histórica, refletindo não só o aumento nas contratações em 2010, mas também a baixa base de comparação decorrente dos efeitos da crise econômica internacional”, sustentou o IBGE em nota.

No acumulado do ano até julho, houve elevação de 2,9% no emprego industrial. Em 12 meses, contudo, foi observado recuo de 0,5%.

O levantamento mostrou ainda que o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria subiu 1,9% em julho, perante o mês anterior, e teve alta de 11,2% na comparação com o sétimo mês de 2009, a maior marca desde março de 2004 (12,5%). Vale destacar que, no confronto anual, todos os locais investigados verificaram aumento no valor da folha, com destaque para São Paulo (5,6%) e Rio de Janeiro (35,4%). No ano, o valor da folha de pagamento subiu 5,6%.

Quanto ao número de horas pagas na indústria, houve queda de 0,3% entre junho e julho, com ajuste sazonal, interrompendo uma sequência de cinco meses de alta. No comparativo com julho de 2009, o acréscimo de 5,7% significou a maior taxa da série do IBGE. De janeiro a julho, o avanço correspondeu a 3,8%. “O indicador acumulado nos últimos 12 meses apontou variação de 0,1%, primeiro resultado positivo desde fevereiro de 2009, e manteve a trajetória ascendente iniciada em novembro de 2009 (-5,4%)”, destacou o organismo.

Título Original:

Emprego na indústria tem sétima taxa positiva seguida

(Juliana Cardoso | Valor)

Profissionais de TI estão em alta 04/09/2010

Posted by Pedro Carvalho in Notícias.
add a comment

Uma interessante entrevista do jornal Brasil Econômico, revelou o outro lado do mercado do emprego na área de TI. “Sofremos com mão de obra. É comum acertar com alguém e, no dia seguinte, a pessoa fechar com outra empresa” O anúncio soa no mínimo estranho no atual cenário, mas o autor da frase, Mauricio Fernandes, presidente da Dedalus, está se referindo às profundas transformações em curso na carreira dos profissionais de tecnologia da informação.  Com o avanço do fenômeno da internet, eles interagem cada vez mais com outras áreas dentro das empresas e precisam ter uma formação ampla. “Sempre tem espaço para o profissional que fica no canto. Mas isso é exceção. As equipes são cada vez mais multidisciplinares”. Um bom número de empresas, fornecedoras de TI no Brasil estão crescendo a taxas entre 20% a 40% ao ano. Há um grande foco na área de cloud computing, que é uma tendência, e muitos acreditam que isso é só o começo. Hoje quem se interessa por essa área são as empresas inovadoras e as mais tradicionais que têm um problema grande para resolver. A partir do ano que vem, vai ser todo mundo.

Segue alguns trechos da entrevista:

Quais as mudanças pelas quais o departamento de TI vem passando?

Mauricio Fernandes – Há 10 anos, cada empresa atuava com seus departamentos não apenas isolados do resto do mundo, pois internet era algo secundário, mas também de outras áreas da companhia. Era uma área puramente de suporte à operação.

As empresas descobriram que a área não é só de tecnologia, mas também onde você administra processos, informações, comunicação e a inteligência da empresa.

Com o avanço da internet, a área se misturou ainda mais com o restante da companhia. Em muitos casos, ela é a companhia.

Como está a preocupação com o gargalo de mão de obra?

É um problemão. Sofremos com isso diariamente, e temos buscado pessoas que tem formação fora da área e que se especializa para entrar.

Essa, aliás, é uma tendência. Buscar gente que tenha dois ou três formas de conhecimento, que tenha formação mais ampla.

Eu sempre digo: se você é bom em TI, faça um curso de marketing, por exemplo. O nível de especialização buscado hoje é outro.

Os salários vêm crescendo?

Há dois anos houve uma queda forte, de 20%, 30% em média por causa da crise econômica internacional.

Agora está crescendo, e a remuneração voltou aos níveis do início de 2008. Essa grande procura por profissionais da área, é claro, provoca uma briga na hora de contratar gente.

É comum fechar com um profissional em um dia, e quando você vai falar com ele no dia seguinte ele já fechou com outra empresa.

Para a íntegra desta notícia, acesse o jornal Brasil Economico
Matéria de Maeli Prado    publicado em 30/08/10 09:06