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A interatividade na TV Digital 31/05/2011

Posted by anacaroline2 in Notícias.
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Já passados quase 04 anos da adoção do modelo Japonês para o nosso padrão de TV Digital, como está a TV interativa? – Ferramentas e soluções que nos permitiriam acessar a TV como um computador conectado à Internet.

O sistema nipo-brasileiro estreou em dezembro de 2007, mas a norma do software de interatividade Ginga só foi definida no ano passado.

Segundo a Totvs, empresa que desenvolveu o Ginga, esta plataforma é a única tecnologia genuinamente brasileira do chamado padrão nipo-brasileiro. Houveram outras mudanças em relação à tecnologia japonesa como a atualização do sistema de compressão de vídeo, mas a troca foi entre padrões internacionais. O Ginga, por outro lado, foi realmente criado aqui, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro e na Universidade Federal da Paraíba.

Atualmente existem poucos aplicativos que rodam na plataforma Ginga. Poucas empresas, fabricantes de televisores, embarcam o produto em suas TVs.

Uma das propostas discutidas pelas empresas participantes e governo é de tornar obrigatório que fabricantes de televisores e equipamentos eletro-eletrônicos integrem o serviço em seus produtos.

Contextualização

A Interatividade é considerada a característica de maior impacto no setor, por trazer para o mundo da televisão um novo universo de aplicações e possibilidades similares as da Internet. O SBTVD (sistema brasileiro de TV digital) estabelece uma interatividade baseada na presença de um Canal de Retorno, porém determinadas aplicações interativas não necessitam deste canal e são consideradas de Interatividade Local. O quadro abaixo apresenta um mapeamento de diversas aplicações interativas (com ou sem canal de retorno) possíveis de implementação na plataforma do SBTVD.

Oportunidades:

A gama de aplicações interativas possíveis de implementação na plataforma do SBTVD trazem uma série de novas oportunidades de negócios para Provedores de Serviços de Valor Adicionado – Serviços Eletrônicos pela TV; Datacenters; Agregadoras; Provedores de Portais – e Provedores de Serviços de Telecom, administrados pela Operadora da Rede.

Os modelos de negócio atualmente associados a esses serviços são bastante flexíveis, envolvendo algumas possibilidades, tais como:

. Publicidade: O serviço interativo é suportado pela publicidade veiculada na tela.

Exemplos: Portais; Classificados e Publicidade Dirigida;

. Assinatura pay-per-use: O usuário paga uma taxa periódica, ou por evento, para ter acesso ao serviço.

Exemplos: Aplicações de Conteúdo (Jogos); Aplicações pessoa-a-pessoa (Chats e E-mails) e Provedores de Serviços de Valor Adicionado (T-Banking);

. Infra-Estrutura: A utilização do serviço interativo é medida pelo Operador da Rede.

Exemplo: Cobrança via medição de tráfego de dados;

. Comissões: O Provedor de Serviços Interativos recebe comissões sobre produtos e serviços comercializados.

Aplicações:

Aplicações educacionais

O Serviço de Apoio ao Professor em Sala de Aula (SAPSA), desenvolvido pela CPqD, trata-se de uma ferramenta de apoio ao professor que foi concebida para oferecer à comunidade escolar recursos para exibição, em tempo real, de vídeos e outros conteúdos audiovisuais como material de apoio e complemento às atividades em sala de aula.

Aplicações de vendas a varejo (T-commerce)

Ainda não se observam iniciativas relevantes nesse sentido.

Aplicações governamentais (T-gov)

O STID – Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital – tem como objetivo o planejamento e desenvolvimento das soluções mais adequadas para os programas governamentais de inclusão digital, tendo como público-alvo os cidadãos analfabetos – plenos ou funcionais – e com deficiências auditivas e visuais. Estão sendo desenvolvidos dois serviços: um para auxiliar os trabalhadores rurais e urbanos na obtenção das informações necessárias à solicitação de suas aposentadorias, e outro para viabilizar o agendamento remoto de consultas e tratamentos médicos, além do acesso eletrônico a informações básicas de saúde. Ambos serão testados em campo, por meio de tele-centros e terminais em postos de saúde.

Quando olhamos para a necessidade de inclusão digital das camadas da população menos favorecidas, o serviço de interatividade na TV digital deveria fazer parte da agenda de curto prazo de governantes e participantes da cadeia de valor.

Há oportunidades e desafios para profissionais e empresas relacionadas a este setor. Este artigo é frutro de um detalhado trabalho de pesquisa.  Caso queira saber mais, visite o site do autor ou envie um e-mail para elcio_morelli@ecmmkt.com.br.

Biografia do autor:

Elcio Campeiro Morelli, é pós graduado em Marketing, especialista em Produtos financeiros e Gestão de Risco, ex- aluno da FGV do curso GVPEC – Administração em Marketing, sócio Diretor da ECM Assessoria e Marketing, consultoria em serviços de Inteligência de Mercado.

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