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O Caminho para se tornar CEO de grandes empresas 03/01/2012

Posted by anacaroline2 in Editorial.
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Todos nós já ouvimos pelo menos uma história fabulosa de algum CEO; parece que eles nasceram por encomenda para aquele papel tão almejado pela maioria dos executivos. Mas saiba que a maioria dos CEO’s não nasceu por encomenda não…, eles são feitos! Quem aspira uma posição destas, necessariamente têm que dimensionar as oportunidades e definir um caminho de forma a gerenciar suas escolhas de carreira. É como se fosse um artesão. Suas experiências terão de ser esculpidas (aprimoradas) para torná-lo um futuro CEO.

Como é este caminho? Para descobrir, analisamos carreiras de vários dos atuais CEO’s das maiores empresas no Brasil.

Aqui está um pouco do que este estudo descobriu:

Desenvolver Acúmen Financeiro

Cerca de 30% dos CEO’s destas empresas passou os primeiros anos de suas carreiras desenvolvendo uma base sólida em finanças. Esta é de longe a experiência inicial mais comum dos atuais CEO’s. E o segundo maior fator são que eles começaram em vendas e marketing que representam apenas cerca de 20% da atual população de CEO de grandes empresas.

A prevalência de CEO’s com fundamentos financeiros sólidos aponta para o fato de que as grandes empresas preferem os que podem criar valor para a empresa e que entendem o direcionamento financeiro. Tipicamente as empresas estão a procura daqueles que podem desenvolver uma estratégia e entender as ramificações financeiras das decisões de negócios. Recrutadores de talentos referendam esta constatação.

Um background em finanças é um alicerce importante para uma carreira de sucesso. No entanto, apenas cerca de 5% destes CEO’s foram promovidos diretamente a partir do papel do CFO – mais da metade foram nomeados a partir do papel de COO. Embora a prevalência desses executivos das maiores empresas no Brasil tenham fortes antecedentes financeiros e desenvolveram perspicácia financeira, acima de tudo, as empresas dão valor em ter um forte profissional de Operações.

Para liderar uma empresa, um executivo com talentos financeiros tem a vantagem de poder contar com os valores fundamentais da disciplina financeira, rigor e prudência inerentes ao mundo das finanças. Para um CEO que assumiu o cargo logo após a crise que afetou o Brasil com as pontocom’s e Telecom’s entre 2001 a 2004, o clima econômico externo acelerou a necessidade de apertos: Ouvimos de muitos dirigentes o mesmo depoimento; “O desempenho foi pobre e construir uma estratégia não era complicado. A fim de evitar perdas, tivemos que aumentar os faturamentos em uma velocidade maior do que os gastos Ao mesmo tempo tivemos de cortar as ineficiências. Estava claro o que geraria ou não lucros.”

Outro CEO de serviços financeiros reconhece que seu treinamento em técnicas financeiras tem sido um fator importante: “Sendo altamente focado em resultados financeiros ajuda quando você define metas e analisa riscos. Não é o suficiente crescer sua fatia de mercado em 5% – tem que ser rentável”. E enfatiza um ponto crítico: “A minha experiência não é apenas como CFO. Em minha carreira ganhei experiência prática na maioria das áreas funcionais”.

Da mesma forma, o CEO de uma empresa de tecnologia afirma que um conhecimento detalhado da contabilidade tem sido crucial em sua função atual, principalmente ao rever o fluxo de informações sobre o negócio, a fim de analisar fluxos de receita detalhadamente: “Fortes conhecimentos de questões importantes da gestão financeira são fundamentais para ter sucesso como um CEO. Mas não é o suficiente – entender o negócio do marketing e, sobretudo as habilidades de liderança, são vitais”.

Com o tipo certo de experiência e o perfil adequado, CFO’s podem se tornar ótimos CEO’s se combinarem habilidades de liderança com sagacidade comercial. Executivos que vêm de funções de vendas podem demonstrar uma sólida expertise comercial, mas não terão a mesma maestria técnica de uma pessoa de finanças, nem estarão necessariamente compreendendo como todo o negócio se encaixa.

Com poucas e notáveis ​​exceções, executivos vão diretamente da posição de CFO para a de CEO. Ao contrário, mais de 75% desses CEO’s vieram de um papel operacional. Embora muitos iniciaram suas carreiras em finanças, os executivos que chegaram ao topo são aqueles que sabem usar, com sucesso, os seus conhecimentos financeiros para se tornarem excelentes gestores de operações.

Curiosamente a experiência em consultoria totalizam menos de 4%. É classificado como uma experiência de carreira pouco comum entre os CEO’s das maiores empresas.

Mais de 75% dos atuais líderes foram nomeados internamente. Ao avaliar candidatos a CEO as empresas tendem a favorecer nomeações internas, em oposição a contratações externas, porque os candidatos internos compreendem melhor a cultura da empresa, estão familiarizados com as principais partes interessadas e são conhecidos por membros da diretoria e outros membros da equipe executiva. Dado que os executivos internos conhecem e são bem conhecidos, promover alguém oriundo desta população muitas vezes diminui o risco quando comparado à contratação externa.

No entanto, enquanto mais de 75% dos líderes de hoje foram nomeados internamente, menos de 30% dos CEO’s são profissionais considerados “ativo fixo” (pessoas que passaram quase toda a sua carreira na empresa que agora lideram). O tempo médio para nomeação de um CEO ativo fixo (aqueles que subiram na hierarquia de sua empresa) é de 16 anos e a idade média no momento da nomeação é de 50 anos. Portanto dá para concluir que: quando executivos alcançam seus trinta e poucos anos, eles se estabelecem em uma certa empresa para subir na hierarquia. Embora as empresas deem valor de executivos que entendem suas culturas, eles também reconhecem a importância dos executivos que passaram algum tempo em várias empresas. Experiências em várias empresas capacitam os CEO’s com uma “perspectiva de fora” e que lhes possibilitam optar pelas melhores práticas provenientes de ampla gama de empresas pelas quais passaram.

Tempo para Nomeação CEO

Enquanto o tempo médio para a nomeação de um CEO é de 16 anos, ele difere de indústria para indústria. Não surpreendentemente, a área de tecnologia parece oferecer o caminho mais rápido para a cadeira de CEO, enquanto as empresas industriais parecem oferecer o caminho mais lento. Empresas de tecnologia compõem cerca de 10% das maiores empresas, mas totalizam 15% dos CEO’s nomeados antes dos 50 anos. Empresas industriais, compõem cerca de 37% das maiores empresas presentes na grande São Paulo, apenas 30% deles tem idade menor que 50 anos. Da mesma forma, o tempo médio para a nomeação para CEO proveniente de nomeações internas em empresas de tecnologia é aproximadamente 14 anos, enquanto o tempo médio para a nomeação interna em empresas industriais está mais próximo de 18 anos. Também digno de nota é o fato de que empresas de tecnologia nomeiam quase 20% mais profissionais externos do que as empresas industriais.

Experiência a bordo

Cerca de 45% dos CEO’s têm experiência como Diretores em atividades não-executivas, em conselhos de empresas, antes de serem nomeados executivos chefes das maiores empresas brasileiras. Normalmente eles procuram participar da mesa de conselhos antes de se tornarem CEO, porque entendem que a experiência no conselho é uma forma de desenvolvimento profissional. Trabalhar no conselho lhes proporciona a oportunidade de aprender com outros executivos de alto nível e compreender a função de CEO, através do olhar do conselho, ganhando assim experiência de governança corporativa. Embora trabalhar neste ambiente pode muitas vezes ajudar o desenvolvimento profissional do executivo, existe um custo de oportunidade associado a participar de um conselho dado o compromisso de tempo necessário. Executivos que querem tornar-se CEO’s devem estar atentos a isso e procurar participar de uma mesa de alta qualidade, onde poderão desenvolver as suas experiências, exposição a governança corporativa e ganhar visibilidade.

Embora este seja o CEO típico dos tempos atuais, isto pode mudar nos próximos anos. A maioria dos atributos que encontramos no estudo tende a se tornar mais acentuados com o passar do tempo: perspicácia financeira continuará a ser importante em um mundo cada vez mais globalizado e economicamente interdependente. Empresas colocam um valor elevado no conhecimento organizacional e cultural e um número crescente de executivos irão querer participar de mesas de conselho como uma forma de ganhar uma perspectiva mais ampla antes de se tornar CEO.

Até a próxima Edição!

Pedro Carvalho

Centro de Carreira dos Ex-Alunos da GV

Partner – in-sight® Executive Search 

fonte e bibliografia

How to Become CEO: The Rules for Rising to the Top of Any Organization by Jeffrey J. Fox
How to become CEO of a company: how to become a successful and happy CEO – Career coaching by Frank Ra
How to Become CEO: The Rules for Rising to the Top of Any Organisation by Jeffrey J. FoxHow To Become Successful Internet CEO Within 30 Days by Olatunde SamsonForbes: Eric Savitz, Forbes Staff e Jeffrey S. SandersDiscover Your CEO Brand: Secrets to Embracing and Maximizing Your Unique Value as a Leader by Suzanne BatesSpencerstuart: CFO to CEO reportThe Five Temptations of a CEO, 10th Anniversary Edition: A Leadership Fable (J-B Lencioni Series) by Patrick LencioniHow to Become A CEO by SIMON ASHLEY http://www.managerleadershipcoaching.com/Corporate Career Success – How to Become CEO – by WWS –
HOW TO BECOME A CEO – AND MAKE A KILLING: WISDOM LEAKED THROUGH A PLEA BARGAIN STATEMENT

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