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As 10 maiores mancadas que Executivos fazem na Busca por Oportunidades 28/09/2014

Posted by Pedro Carvalho in Editorial.
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Ninguém precisa lhe dizer o quão difícil é encontrar um bom emprego atualmente. Num cenário de concentração econômica menos players dominam cada vez mais market share e com isto podemos dizer que a cada dia há menos “cadeiras disponíveis”. A concorrência portanto acirra-se diariamente.

Imagino que você está atolado de pessoas dizendo como consertar o seu currículo, contatar head hunters e usar aqueles sites de emprego. Bom…, isso tudo é melhor do que se você se utilizar de todas minhas ideias juntas do meu artigo em que citei as 10 formas de como avaliar se sua busca por um emprego é uma piada.

Com que autoridade faço comentários sobre procura de Empregos Executivos? Cito apenas as 3 mais importantes:

1. Não estou neste momento contratando ou procurando um emprego, o que faz de mim um observador mais objetivo neste tema;

2. Se você somar todas as pessoas que eu e meus sócios entrevistamos para emprego, os processos pelos quais eu passei como candidato e os executivos que colocamos em novo emprego nestas últimas 2 décadas você não acreditaria nas histórias que tenho para contar;

3. Por já ter passado por uma carreira como executivo e consultor, atualmente não tenho nada melhor para fazer do que ficar sentado o dia inteiro pensando em maneiras de manter você longe de atitudes que possam estragar sua carreira.

Só mais uma coisa. O maior erro absoluto que você pode cometer é pensar que já sabe tudo isso. Creia: Você não sabe! E tenho 10 maneiras de provar isso. Veja:

1. Fazer Coisas Idiotas em sites de redes sociais
2. Abraçar seu Orgulho
3. Manter-se em uma carreira que está com os dias contatos
4. Ignorar a realidade
5. Esquecer que você precisa fazer a sua parte
6. Gastar todo seu tempo procurando online
7. Enviar seu currículo aleatoriamente
8. Não compreender quem é você
9. Assumir que vai dar certo
10. Ser seu pior inimigo

1. Fazer Coisas Idiotas em sites de redes sociais
Antigamente a única maneira de se autodestruir publicamente era dizer algo banal em uma entrevista à imprensa. Agora sua vida está lá na web. Todos podem saber tudo que há sobre você e algo mais. A primeira coisa que qualquer possível empregador, minimamente semi esperto, faz estes dias é fazer um Google em você e checar seus sites de rede social para procurar sinais de esquisitice.
Por exemplo, há muitos profissionais que listam “oportunidades de carreira” e se agrupam publicamente em muitos grupos de “Procura por emprego” em seu perfil no LinkedIn enquanto estão empregados. Potenciais empregadores não são idiotas. Eles sabem que você faria a mesma coisa se trabalhassem para eles.
E por favor, limpe sua página do Facebook. Livre-se de toda a porcaria sobre você gostar de realidades virtuais ou identidades alternativas (como por exemplo, um avatar, um corinthiano roxo ou um tiririca). Atualize suas configurações de privacidade e não adicione qualquer amigo a menos que você o conheça pessoalmente.

2. Abraçar seu Orgulho

Muitos profissionais bem sucedidos, mesmo executivos famosos como Steve Jobs e Bill Gates, já tiveram tempos difíceis. Ter sucesso significa nunca esquecer tempos difíceis. Estar ciente de suas falhas pode lhe dar uma sensação única de empatia, humildade e humor mesmo que outros não a possuam. Também lhe dá abertura a novas ideias, opiniões e novas possibilidades. Ou seja: vantagens em sua carreira.

3. Manter-se em uma carreira que está com os dias contatos

Empregos outrora florescentes foram devastados pela crise financeira, pela chegada dos produtos chineses no Brasil e pela desindustrialização da cidade de São Paulo. Estive conversando com um amigo que estava chateado por não ver perspectivas de melhoras profissionais tão cedo. Não podia acreditar no que estava ouvindo. Finalmente eu disse: “Fulano, você estava no setor têxtil… e você está na grande São Paulo. Do que você sente saudades? Você não ouviu sobre a invasão asiática com seus produtos industrializados nas mais diversas áreas de bens de consumo?”
Olha gente, isso é sério. Confira o site do ministério do trabalho e suas estatísticas de emprego e descubra quais as indústrias que estão vivendo o seu ocaso. Se você está em uma delas, então é uma boa hora para estudar ou fazer algo diferente para melhor se reposicionar.

4. Ignorar a realidade

Algumas pessoas se recusam a dar um olhar frio e objetivo no espelho e enfrentar o que veem. Sei que é assustador, mas você tem que fazê-lo. Mais importante: você não pode adoçar ou colocar uma maquiagem, não importa o quão “feio” a imagem pareça.
Exemplo: Esta semana veio um colega em meu escritório que têm 53 anos. Foi um executivo brilhante no setor Naval. Fez a loucura de pedir demissão. Por quê? Ele queria morar na praia e viver como consultor. Pois é… adivinha? Não surgiram contratos suficientes para se manter. Bom, ele insistiu comigo: “agora quero um emprego e não me importo ter o cargo de média gerência, ganhar metade do que eu ganhava”. Expliquei que isto era um absurdo! Uma dura realidade que ele precisa enfrentar é que ninguém dá emprego desta maneira. Procurar emprego assim é cair na categoria de overqualified ou underqualified. Você simplesmente não pode vencer desta maneira.
Não é assim. Você tem escolhas. No meu blog escrevi boas matérias sobre isto: Vale a pena checar.

5. Esquecer que você precisa fazer a sua parte

Você ficaria surpreso com o quão fácil é esquecer de fazer o básico quando o céu está caindo. Como se veste o que você diz e como você diz contribui para a sua presença e o resultado em busca de emprego e entrevistas.
A verdade é que as pessoas percebem como você se veste, consciente e inconscientemente. As ações e aparências podem falar mais alto que palavras. O julgamento real de suas capacitações e habilidades podem demorar um pouco. As pessoas inevitavelmente confiam em suas impressões iniciais.
Não só isso, mas a maioria das pessoas subestimam muito o poder e a importância de ser um bom networker. Se você acha que é tudo politicagem, você está errado.
Ah! e não esqueça de dizer ao entrevistador que você está animado com a oportunidade. Em vendas, chamamos a isso de “fechar um pedido”.

6. Gastar todo seu tempo procurando online

É mais provável encontrar um trabalho com pessoas reais do que online. Na verdade, a melhor maneira de fazer isso é um pouco de ambos: inscreva-se online e depois descubra um contato através de uma pessoa real na empresa. É por isso que seu networking é o seu ativo mais importante.
Dez mil seguidores no Twitter ou fãs no Facebook não valem dez relacionamentos pessoais sólidos. Não que a mídia social não seja uma forma boa de fazer contatos, mas eles são eficazes apenas se e quando eles se tornam relacionamentos reais. Ou seja, só são significantes aqueles que você pode contatar ou se reunir quando você precisa, e vice-versa.

7. Enviar seu currículo aleatoriamente

Se você pensa, mesmo que minimamente, que o envio de seu currículo aleatoriamente possibilite conseguir um emprego, você precisa acordar e dar uma boa olhada à sua volta. Claro, é possível, mas isso é ganhar na loteria.
Quando você encontrar uma oportunidade interessante, você precisa se mexer muito, e encontrar um ser humano para ajudar a orientá-lo como chegar lá (achar os decision makers). Há muitas maneiras de fazê-lo: como LinkedIn para procurar nomes de pessoas na empresa e em seguida tentando contato com o responsável pela contratação ou qualquer outra pessoa que você encontre e que tenha algo que poderia ajudá-lo.
Se você não tem idéia do que estou falando, então você precisa encontrar alguém que conheça esse tema e aprender todos os truques que a Internet proporciona para se infiltrar em empresas e conectar-se com pessoas reais.

8. Não compreender quem é você

O que é que todas as empresas de sucesso sabem – e que os profissionais que procuram emprego precisam saber? O que há de interessante na Coca-Cola, Microsoft, Starbucks, Disney e McDonald’s? O que faz um consumidor comprar um produto em detrimento de outro – e faz com que um candidato a emprego seja muito mais procurado do que outros? A resposta é marketing, mas mais especificamente, o poder da marca. E a marca não é apenas para os produtos.
A marca pessoal pode ser descrita de muitas maneiras, mas é melhor definida como uma promessa…, uma promessa do valor do produto…, a promessa de que o produto é melhor do que todos os demais. A marca pessoal é o conjunto de características tangíveis e intangíveis que fazem uma marca única.
Marca Pessoal é essencial para a progressão na carreira, porque ela ajuda a definir quem você é como você é bom, e porque você deve ser procurado. Marca Pessoal é a sua reputação. Marca Pessoal é algo que remete à construção de um nome para si mesmo, mostrando o que o diferencia dos outros, e que descreve o valor que você acrescenta em cada situação.
O guru da administração Tom Peters, em seu livro The Brand You50 (Reinventing Work): Fifty Ways to Transform Yourself from an “Employee” into a Brand That Shouts Distinction, Commitment, and Passion! Afirma: “Independentemente da idade, independentemente da posição, independentemente do negócio que estamos, todos nós precisamos entender a importância da marca pessoal. Nós somos os CEO’s de nossas empresas:. Me, Inc.” E acrescenta: “Você não é definido pelo seu cargo, e você não está limitado pela descrição de seu trabalho”.

9. Assumir que vai dar certo

Não me interprete mas, “ter fé” que as coisas irão dar certo e “assumir” que as coisas irão dar certo são duas coisas muito diferentes. É bom ter confiança em suas habilidades e seu potencial, mas o excesso de confiança num momento como este não é uma boa ideia.
Você precisa manter boas esperanças e se planejar para o pior. E entender que “o pior” poderá vir a ser pior do que você planejou. Então não adie ações importantes, não entre em dívidas caso contrário acabará dificultando as coisas para si próprio. Apenas aperte o cinto o máximo possível e prepare-se para uma possível longa caminhada. Encontrar um bom emprego neste mercado é como uma maratona, não é uma corridinha.

10. Ser seu pior inimigo
Muitos, a maioria de nós, somos o nosso pior inimigo. A razão é que todos nós temos problemas que não lidamos por medo de que apareçam coisas piores. Talvez isto ou talvez apenas falte a coragem para admitir que estamos com medo. Em vez de enfrentar os nossos problemas nos debatemos muito e chegamos ao estresse.
Não sou psicólogo, mas até eu sei que manter-se trancado e não enfrentar problemas é uma ideia ruim. Problemas tendem a extravasar nos momentos mais inoportunos. Torna-se uma praga durante a procura a um emprego, nas entrevistas, a qualquer hora, em qualquer lugar. E sim, pode levar à auto-limitação, ou mesmo um comportamento auto-destrutivo.
É melhor ser honesto consigo mesmo e aprender a lidar com seus problemas. Quando o fizer, tenha em mente que você não está sozinho. Na verdade você está em muito boa companhia. Então seja bom para si mesmo. Não se esqueça de se divertir um pouco de vez em quando, um happy hour, cuidar de seu corpo, comer bem, exercitar-se, dormir bem, meditar, fazer coisas Zen, rezar, qualquer coisa que funcione para você. Vai fazer toda a diferença.

 

Até a próxima Edição!

Pedro Carvalho

Centro de Carreira dos Ex-Alunos da GV

Partner – in-sight® Executive Search & Recruting

Fonte e Bibliografia:

Be The Needle in the Haystack – por Bill Morgan

Finding Work After 40: Proven Strategies for Managers and Professionals  – por Robin Bell and Liam Mifsud

The Corner Office  – por Steve Tobak

The Brand You 50 : Or : Fifty Ways to Transform Yourself from an ‘Employee’ into a Brand That Shouts Distinction, Commitment, and Passion – por Tom Peters

Building Your Personal Brand: Tactics for Successful Career Branding – Randall S. Hansen, Ph.D.

How to Figure Out What You Want To Do with Your Life – William G Morgan.



 



Comentários»

1. Rodrigo Aguiar - 20/01/2011

Parabéns pelo site e pelo texto.
Muito do escrito, é algo “óbvio” mas as grandes idéias e os grandes projetos vem exatamente de coisas simples. O texto retrata claramente o proposto e o que realmente deve ser feito com simplicidade e foco.

2. Alfredo Martini Júnior - 20/01/2011

Prezado Pedro, aproveito para agradecer por manter o envio do Newsletter da Authent, desde nosso primeiro contato feito há anos atrás.
Muito grato pela consideração.
Leio e aprecio muitos dos artigos enviados, porém eu nunca utilizei a abertura para fazer comentários pelos seguintes motivos:
1) a antiga e conhecida desculpa: (…)falta de tempo(…), ou,
2) o famoso: (…)depois eu faço(…), ou;
3) o que considero o pior de todos: (…)não vai fazer diferença(…)!

É fato que em “algumas” situações os motivos acima são aceitáveis e, realmente sinceros, mas, em geral, acaba-se por utilizá-los mais do que seria desejável.
Para amenizar parte dessa falha, gostaria, inicialmente, de parabenizá-lo pela qualidade e assertividade dos artigos.
Em especial, em relação a esse artigo, creio que você conseguiu de modo brilhante chegar à essência das dificuldades enfrentadas pelos Executivos na busca por oportunidades no mercado de recolocação.
Se os Executivos evitarem essas mancadas e fizerem o contrário, além de as evitarem, particularmente, acredito que eles estarão agindo em 10 dos maiores acertos na busca por oportunidades.

Fiquei com uma dúvida se não existe uma “relevante” décima primeira grande mancada: (…) Cometer erros de português nos CV´s, em Blog´s, em e-mails aos, em sites, em entrevistas, etc.(…).
Não temos dúvida que essa é e que existem muitas outras mancadas, certo? Apenas não sei se essa é tão importante para fazer com que a sua lista fosse das 11 “maiores”, afinal 10 sempre é um número mais usual para os artigos, porém “11” seria também uma maneira de sair do tradicional (inovar e exercitar a mente). Isso agora é com você….rs…

Forte e saudoso abraço.
Martini.

Pedro Carvalho - 25/01/2011

Olá Alfredo!
Como sempre, você é muito gentil.
Obrigado pelas observações. Gostei de todas.
Como não tenho um bom português, então não me atreverei a apontá-lo! (rs)
E, gosto da idéia de ser diferente… 11 é um número diferente.
Forte abraço!
Pedro Carvalho
pedro@authent.com.br

3. Alfredo Martini Júnior - 27/01/2011

Pedro, obrigado por responder!
Quanto ao gentil, nesse caso, considero como o mínimo de retribuição à sua postura sempre aberta, receptiva, profissional e elegante.

Forte abraço.
Martini.


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