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10 anos mais jovem em 17 dicas 23/06/2015

Posted by Pedro Carvalho in Acima dos 40, Editorial.
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Frequentemente recebo apelos de executivos dizendo que não sabem como lidar com questões de discriminação relacionada a idade. Eles querem saber como manter sua vantagem competitiva em relação aos concorrentes mais jovens. Legal ou não, a discriminação pela idade, é algo que você vai ter que enfrentar quando estiver aperfeiçoando sua estratégia de networking, seu curriculum e seu marketing pessoal.

Qual a idade que você passa quando está sendo entrevistado? Mesmo não mostrando datas no Curriculum, é fácil calcular a sua idade baseado na data de sua formatura ou mesmo no tempo que você esta trabalhando. No entanto, eis a verdade: Percepção é a nova realidade. Aprenda a arte de ser percebido como mais jovem, bem como parecer mais jovem. O importante é entender que, neste tema de empregabilidade executiva, juventude é algo que vai além da percepção visual.

É justo? Será que é legal? E o mais importante, você deve se preocupar com isto? Se você tem mais de 40 anos, você precisa ler o que se segue.

Há mudanças constantes nas empresas. Patrões podem usar a magia da palavra “demissão” como se fosse um cheque em branco que pode ir ao fogo a qualquer momento por qualquer motivo. E pode-se atacar a alta gerência – jogar os trabalhadores seniores na fogueira, cujos altos salários e grandes egos já superaram em muito as boas-vindas dos primeiros dias na empresa.

Então, de volta ao tema da idade.

Enquanto muitos trabalhadores aprenderam que uma boa aparência e um terno bem cortado podem representar uma boa ajuda rumo ao sucesso no trabalho, mas muitos não conseguem enxergar que cultivar a percepção da juventude é igualmente uma parte importante da equação.

Ser percebido como mais jovem está no vocabulário, na linguagem corporal e no olhar. E eis um segredo: Estas regras aplicam-se mais ainda quando seu chefe tem sua idade ou é até mais velho. Não se trata de seguir um roteiro para impressionar alguém mais jovem. Seja qual for a idade de seu chefe ou entrevistador, você precisa criar uma percepção de jovialidade sobre si mesmo. Caso contrário, haverá alguém mais rápido no computador e com conhecimentos de cultura contemporânea, que ficará muito feliz em preencher a oportunidade a que você se candidata.

A esta altura você já deve estar se perguntando: Então, como se faz isso? Aqui estão algumas dicas, use-as para se lembrar como chamar a atenção do seu próximo empregador enquanto aqueles que estão ao seu redor estão perdendo sua jovialidade:

Regra # 1: Se você tem mais de 40 anos, quero você no Facebook e Linkedin hoje!

Não tem amigos lá? Você já tem um: basta me adicionar. Se você não sabe como usá-lo, peça a seus filhos ou outro colega te ensinar. Deixe esta mesma pessoa te ajudar a escolher sua foto no perfil. Sério mesmo. Você sabia que o novo Outlook 2010 “puxa” as informações do Facebook e Linkedin? Hoje acho muito estranho quando recebo e-mails de profissionais que não conheço e não há informação disponível das mídias sociais que o Outlook deveria ter puxado. Denota claramente que é alguém “fora do contexto”.

Regra # 2: Conheça e use com frequência o Google e a Wikipedia.

Marque-os em seu computador e defina-os um como sua página inicial.

Regra # 3: Assista alguns episódios de “Two-and-a-half-Man“.

Discuta. Reveja.

Regra # 4: Vá até uma loja que tenha os iPad’s.

Pelo menos, aprenda a diferença entre um iPad, iPod, Galaxy e Smartphone e você já estará no caminho certo.

Regra # 5: Aprenda a usar SMS (mensagem no seu celular).

Regra # 6: Não use papel.

Jovens lêem suas notícias on-line – eles não lêem jornais. Portanto, não carregue um jornal em papel para uma entrevista, nem deixe ser visto lendo isto no escritório, como se você fosse o papai ou mamãe de alguém.

Regra # 7: Não resmungue.

Esta é fácil. Mas é impressionante como isto se relaciona com idade avançada. Pare de reclamar de seu antigo empregador e de suas antigas dificuldades. Seja positivo.

Regra # 8: Faça contato olho-a-olho.

O contato visual é muito importante para ser percebido de forma mais jovial, não tenha receio!.

Regra # 9: Raramente faça comentários sobre seus filhos, especialmente os piegas.

Regra # 10: Vá para a academia.

Ou pelo menos diga que você costuma ir.

Regra # 11: Não fale sobre os anos 80’s e 90’s.

Não use frases tais como: “no meu tempo”, “na minha época”. Nunca!

Regra # 12: Inicie um Twitter, seja fã de um Blog.

Procure imediatamente saber como funcionam.

Regra # 13: Sorriso Colgate.

Recebo muitas cartas de pessoas que simplesmente não entendem que ter os dentes manchados de café não ajuda em nada na hora da entrevista. Pare de enrolar, compre a super-pasta clareadora (use a marca de sua preferência) e clareie os dentes. Então sorria. Sorrir faz você olhar e se sentir mais joven – e não amargo, velho e desempregado. Não me importo se você realmente está amargo, velho e desempregado. É uma questão de percepção, lembra?

Regra # 14: Pratique “soar jovem” no telefone.

Faça uma pesquisa de quantos anos você parece ter ao usar o telefone, pratique com um amigo. Uma dica: Não fale tão alto, mas de forma mais vigorosa. Isso é crucial. Na mesma linha de pensamento, certifique-se seu papo não é muito longo ou entediante. Tudo que você precisa é parecer curto e suave, com atitude positiva.

Regra # 15: O vestuário é muito importante: Vista-se sempre de forma apropriada para sua a idade.

Nenhum homem com mais de 40 deve usar camisa apertada, por exemplo.

Regra # 16: Dê uma boa e longa olhada no seu penteado.

Meu conselho é perguntar a um estranho a opinião dele ou dela. Alguém que gosta de você não vai querer ferir seus sentimentos e, infelizmente, isso não vai ajudá-lo. Uma coloração esquisita de cabelo, tanto para homens ou mulheres pode estragar a aparência. Creio que você concorde que colorir cabelo para os homens raramente funciona.  Homens, não exagerem em sua busca por um penteado novo – apenas apare os pelos de seu nariz e orelha que você já estará no caminho certo. Mulheres: tirem ou clareiem os pelos faciais.

Regra # 17: Passar colónia e perfumes em excesso.

E já que tocamos neste tema, use desodorante neutro. Desta forma uma fragrância suave poderá ser agradavelmente percebida.

Ok … Sentiu-se mais jovem, ou apenas nivelou?

Confie em mim, talvez tenha conseguido tirar 15 anos do jeito que você vem tocando sua vida. Sim, sei que algumas coisas que citei acima aqui são cosméticas, ou parecem picuinhas ou controversos, mas a maioria não é. Trata-se de percepção… e percepção é a nova realidade.

Até a próxima Edição!

Pedro Carvalho

Centro de Carreira dos Ex-Alunos da GV

Partner – in-sight® Executive Search & Recruting

Editoriais semelhantes pelo mesmo autor:

Fonte e Bibliografia:

Over 40 & You’re Hired!: Secrets to Landing a Great Job – por Robin Ryan

Finding Work After 40: Proven Strategies for Managers and Professionals  – por Robin Bell and Liam Mifsud

Bulletproof Your Job  – por Stephen Viscusi

Issues in Career Development – por John Patrick da California University of Pennsylvania

Ross Macpherson – Career Quest

 



Não perca meu tempo 23/06/2015

Posted by Pedro Carvalho in Editorial.
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Estou lendo um livro muito interessante chamado “Alça de Silicone”. A autora, Maria do Carmo, é fundadora da empresa Executivas & Chiques, que presta serviços de consultoria na área de Imagem, Estilo e Etiqueta Corporativa. Em várias passagens do livro e seu blog a autora comenta sobre a impressão que profissionais causam no primeiro encontro.

Normalmente as pessoas são competitivas na maior parte do tempo.  No mundo corporativo a competição é ainda mais cruel. As pessoas associam qualidade do seu trabalho com a maneira com que você se apresenta. Uma coisa importante a saber: não é preciso ter cursos de oratória para ser elegante. Os componentes fundamentais  da elegância são o respeito aos outros e a atenção ao que as pessoas têm a lhe dizer. Mais até do que um terno de grife carésimo.

Ser elegante inclui boa postura, discrição e, sobretudo, bom senso. Não é elegante, por exemplo, usar termos em inglês a torto e a direito – aquele que parece estar sempre acima das ultimas gírias internacionais, ou mesmo exagerando no “tecniquez” de sua profissão. Mas também, por favor, não tenha uma ignorância completa pelos termos básicos. Seja equilibrado, utilize seu estilo de linguagem e tente nele se manter, criando, assim, uma “marca” pessoal.  Uma forma elegante de conversar não é futilidade para um profissional que pretende se destacar. É, isso sim, ferramenta de trabalho que além de agregar valor à imagem, pode ser decisiva naquele encontro de networking.

No outro extremo da elegância estão os Prolixos, tema central deste meu editorial.

Existe um provérbio sobre as pessoas prolixas: “Quem muito fala pouco acerta, Quem muito fala, muito erra“. A piada reconhece o fato de que falar demais é esquisito. Prolixidade é a arte de usar os outros para chamar a atenção e aprovação por não se darem, a si mesmo, o bastante em atenção e aprovação. O prolixo não está realmente oferecendo algo para o ouvinte. Ao contrário, o prolixo, usando extensivamente de um monólogo, está drenando energia do ouvinte. Pessoas que geralmente ouvem os prolixos são verdadeiros “Santos” que têm receio de magoar o falador ao forçar o término de uma conversa.

Prolixos muitas vezes são pessoas carentes que tentam preencher seu vazio aprisionando pessoas para escutá-las. Por exemplo: já vi pessoas dizendo a um caixa de banco, a história de sua vida, enquanto o coitado do caixa fica preso e não sabe como afastar o falante sem ser indelicado. Uma das razões pelas quais essas pessoas têm poucos amigos de qualidade é que ninguém o quer por perto.

Meu caro amigo; se você se enquadra na categoria dos prolixos, não demorará a perceber que muita gente
passará a evitá-lo. A maioria das pessoas não irão te dizer a verdade:

  • Que o seu prosório é entediante;
  • Que se sentem cansados com aquelas estórias intermináveis;
  • Que você lhes drena energia;
  • Que se sentem como idiotas por terem, novamente, caído na sua armadilha do blá, blá, blá.

Sem querer ofendê-lo, apenas ficam longe e não falarão a verdade. Eles não irão atender o telefone ou marcar uma reunião quando sabem que é você! Encontrarão qualquer desculpa para não gastar tempo com você. Não é que eles não gostam de você – é que eles não querem ser usados por você para preencher o seu vazio.
Por fim a primeira coisa que você precisa saber, se pretende causar uma boa impressão, é que precisa ser minimamente elegante.  E para tal, você deve respeitar todas as pessoas. Não é por muito falar que os outros irão perceber o quanto você é bom ou eficiente. É, isto sim, por sua capacidade de escutar. Respeito pelo outro é uma mostra de educação e respeito refinados, e o retorno sempre virá. Cooperação e solidariedade devem ser exercitada diariamente para que você se sinta bem com você mesmo e para que os outros se sintam ainda melhor.

Até a próxima Edição!

Até a próxima Edição!

Pedro Carvalho

Centro de Carreira dos Ex-Alunos da GV

Partner – in-sight® Executive Search & Recruting

Fonte e Bibliografia:

Reinaldo Polito é Mestre em Ciências da Comunicação, Palestrante, Professor de Expressão Verbal e Escritor.

Alça de Silicone – Conselhos para mulheres em busca do sucesso profissional por Maria do Carmo Marini: Consultora e empresária, é engenheira de formação com especialização em marketing, comunicação corporativa e coaching pessoal e profissional.

Que impressão você dá às pessoas com quem conversa? I – do blog “Executivas e Chiques” da mesma autora: Maria do Carmo Marini http://executivasechiques.com

Keys for Relating to Non-Stop Talkers71 – http://hubpages.com/hub/Keys-for-Relating-to-Non-Stop-Talkers

10 formas de avaliar se sua busca por um emprego é uma piada 22/06/2015

Posted by Pedro Carvalho in Editorial.
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Nesta semana me convidaram para comentar táticas de busca ruins de emprego. No entanto, é difícil escrever algo engraçado, quando o que você está vendo não é brincadeira. Nós devemos ter uns 4 milhões de executivos buscando um novo emprego . Eu diria mais do que 70% deles estão fazendo uma fraca busca por um novo trabalho. Talvez a boa notícia seja que, se você está lendo isso, você pode evitar esforços banais na busca por um novo emprego e obter alguma vantagem sobre seus concorrentes. Aqui vão 10 táticas de procura por um emprego que não te levará a nada … RÁPIDAMENTE. Se você se sente culpado em qualquer uma destes, então sugiro conversarmos.

#1 – Passar uma hora por dia aprimorando o seu currículo. FATO: Curriculum não te contrata – as pessoas sim. Seu currículo precisa ser formatado de maneira lógica, usando fonte limpa, e apresente os fatos (ou seja: realizações quantificáveis) em um formato fácil de ler que esteja na moda. Se você não pode fazer isso sozinho, pare de perder tempo em aprimoramento, pois pode piorar. Obtenha alguma ajuda e começe a se concentrar nas atividades que dão alto retorno como encontro com pessoas que realmente leriam seu currículo.

#2 – Preencher formulários de empregos on-line que não lista o nome do empregador ou não permite ir direto ao site da empresa. Entenda que sem o nome da empresa, você não tem idéia do é. Você não pode escrever uma carta razoável para adequar às suas necessidades. Em resumo, você não pode fazer nada para aumentar as chances de receber uma chamada. A maioria destes empregos são publicadas pelos recrutadores e headhunters. Assim, você estaria usando melhor seu tempo se procurasse qual agência está publicando aquela oportunidade, e se ligasse para combinar uma visita para compartilhar suas credenciais pessoalmente. Dessa forma, suas chances melhorariam. Recrutadores filtram cerca de 1000 candidatos por vaga. Se você quer estar mais presente na mente deles, então encontre uma maneira de se encontrar com eles pessoalmente. Submeter uma apresentação genérica a uma destas vagas, é como encontrar uma agulha num palheiro – a menos que seja hiper-brilhante, suas chances que ele te veja são MUITO pequenas.

#3 – Jogar a sorte, fazendo volume, se candidatando a muitos empregos enquanto toma uma cafezinho na frente do computador (mesmo que não esteja plenamente qualificado para a posição), e depois selando sua garantia de que nunca será chamado ao incluir uma mensagem de apresentação chatíssima que diz ‘tudo sobre mim’. Você sabia? Os Decisores de Contratação escolhem um candidato com base em três características principais, nesta ordem:

  1. Será que sua personalidade se encaixa nesta organização, e para esta posição?
  2. Você tem as habilidades e capacidade de fazer o trabalho?
  3. Você tem experiência?

Observe que a experiência é terceira na lista de prioridades de contratação. Quando você se candidata cegamente a vagas de trabalho, você pode ter certeza que ‘não fez nenhum gol’ na arte de demonstrar suas características profissionais e suas habilidades transferíveis. Tudo o que você consegue fazer é apresentar a sua experiência – da mesma forma que as outras 100 mil pessoas que se candidataram online. Adivinha quem receberá o telefonema? A pessoa que levou seu currículo até a porta a alguém que trabalha naquela empresa (especialmente o Decisor da vaga) e que pensará “Ele / ela é muito legal (tem personalidade) e sei que ele/ela pode fazer este trabalho (têm competências).” Entendeu o porquê jogar caca no ventilador do emprego ainda não funciona?

Ademais, se você estiver enviando uma carta genérica que começa com: “Estou me candidatando para a sua posição XYZ e eu acho que sou um grande candidato, porque…” então você está se colocando no montante de cartas que são negadas. Empresas não querem ouvir sobre você, elas querem ouvir sobre si mesmo.

#4 – Apresentar suas credenciais por e-mail ou on-line para um recrutador e depois sentar e esperar por uma ligação. Veja # 2 acima para confirmar porque o recrutador não irá chamá-lo. Ainda escreverei um editorial que chamarei “Porquê o RH não está nem aí para você”… (rs!)

#5 – Navegar na net e ler artigos de aconselhamento de carreira e nem fazer nada do que é dito. Ok, então estou feliz que você veio para o nosso site, porque nós temos cerca de 20 anos comprovados, com especialistas, que fornecem os melhores conselhos de carreira disponível por aí. Mas vamos ser honestos, qual é o motivo de ler se você não para e pergunta: “Como posso me utilizar disso agora?” Recebo e-mails diáriamente de executivos pedindo conselhos e quando respondo com algumas idéias, alguns respondem, “Ah… já li isso em algum lugar. Acho que vou tentar.”

#6 – Enviar e-mail padrão para cada membro da família, amigo e ex-colega simplesmente dizendo: “Eu estou procurando um emprego.” Isso é como o enviar uma mensagem dizendo: “Eu estou procurando uma esposa.” Você tem que explicar aos contatos como eles podem ajudá-lo. Seja específico em termos de (a) as empresas que você gostaria de saber mais sobre, e (b) pessoas específicas que você deseja encontrar, pois isto torna possível que as pessoas se concentrem em como ajudá-lo. Um pedido genérico como o descrito acima é geralmente respondido da seguinte maneira: “Tenha certeza que se eu esbarrar em alguma vaga que se encaixe contigo, vou chamá-lo.” Adivinhe?… esta ligação não virá.

#7 – Ir a eventos de networking, sentar-se no canto porque você não pensou em como ia se apresentar e tudo o que deseja é sair do encontro. O que você estava pensando? Que as pessoas iriam dar as boas-vindas na porta e iriam segurar sua mão enquanto caminha ao seu lado e apresentá-lo pessoalmente a cada um que está lá? É claro que você não esperava por isso, certo? Você não tem que ser um mestre com palavras de sucesso em um evento de networking. MAS, você tem que pensar um pouco sobre o que você quer compartilhar sobre si mesmo para que você possa fazer uma boa e duradoura primeira impressão. Todos, sim todos, tem um ou mais tópicos únicos de venda que podem funcionar em um bate papo. Sei que não fomos ensinados a gabar de nós mesmos e, como conseqüência, não estamos realmente dispostos a falar sobre nós próprios de forma que pareça que estamos querendo nos mostrar, ou de forma fraca, mas esta é uma habilidade que precisa ser trabalhada se você está procurando um emprego. Esta é na verdade uma área onde dedicamos uma grande quantidade de tempo no nosso projeto de Executive Coach, então sei que é importante desenvolver um nível confortável com esta mensagem. No entanto, isso não significa que você não deva tentar melhorar isto. Se você não está a fim de fazer um esforço de comunicação em um evento de networking, então não vá. Acho melhor você ficar em casa e não se apresentar, do que ir e fazer uma fraca apresentação.

#8 – Pedir para se conectar com centenas de pessoas no LinkedIn, mas não personalizar a mensagem de solicitação. Olha… vou admitir, agir assim é ser MUITO TOSCO. Recebo muitos pedidos de conexão no LinkedIn e realmente gosto de conhecer diversos tipos de pessoas. No entanto, eu geralmente evito estreitar relacionamento com alguém que não pode dedicar 10 segundos de seu tempo para personalizar um pedido dizendo o porquê deveríamos nos conectar. Para mim, não é suficiente, nem importante, que estejamos no mesmo grupo online. Então, me dê um motivo razoável para pensar em me conectar contigo. Só quero me certificar que você é sincero na sua intenção de conexão e não está fazendo isso como uma forma de satisfazer a sua quota do dia. Ademais, se você disser algo interessante ou engraçado, provavelmente eu vou responder e iniciar uma verdadeira relação profissional contigo ao invés de ignorar seu pedido. Sei que isto pode soar chato, mas essa é a beleza das redes sociais, cada pessoa pode escolher como e o porquê se conectam. Vou te dizer mais, tenho conversado com muitos profissionais de mídia social, e todos eles se sentem da mesma forma.

#9 – Dar continuidade, de forma aleatória, na sua procura por um novo emprego, sem ter qualquer caminho claro e nenhum plano de ação semanal. Porque criar  listas de tarefas? Simples, (1) não queremos esquecer nada, (2) uma lista nos mantém focados no alvo, e (3) é MUITO BOM aquele sentimento que se tem quando verificamos que algumas atividades foram concluídas. Semanalmente, bons e inteligentes caçadores de oportunidades, traçam sua estratégia de procura de emprego e determinam as ações de alto retorno que irá levá-los a
melhores resultados. Então, anote e risque estas atividades quando concluídas. Se você não puder fazer isto, sua busca de trabalho tende a ser aleatória e improdutiva. Listas de tarefas dão resultados. Sem mencionar que, ao completar os itens da sua lista, isto o fará se sentir produtivo e satisfeito – é um grande motivador na realização de algo tão desafiador como uma busca de emprego.

#10 – Supondo que as oportunidades executivas não estejam se abrindo devido ao momento da economia, então você decide tocar sua procura por emprego de forma meia-boca, com uma atitude medíocre. Sim, podem existir 4 milhões de executivos, neste Brasil, procurando trabalho, mas há também há 3 milhões de oportunidades em aberto … e esses são apenas os que conhecemos! Estudos indicam que há milhões de empregos que não são divulgados. Empregadores estão à espera de encontrar o “candidato perfeito” para o trabalho e eles irão criar a posição. E, não esqueçamos, novos empregos estão surgindo diariamente. Assumir que você não irá conseguir um emprego até que a economia mude é como dizer: “Vou esperar e assim ser a última pessoa a ser escolhida a jogar uma partida de futebol” Pessoal!… é uma péssima idéia. É uma ótima maneira de começar a ser rotulado como um profissional sub-qualificado. Mesmo em tempos ruins, pode ser que economia venha a tenha uma recuperação lenta sob o ponto de vista de empregos, mas, honestamente, acho que a taxa de desemprego poderia cair de forma significativa se os executivos, candidatos a emprego, realmente investissem em aprender como se conectar melhor com os empregadores. Por que você deveria procurar de forma melhor? Porque você quer que um salário e o empregador é o único que pode te dar isto. Eles são seus clientes que realmente podem comprar os serviços do seu negócio, mas você tem que trabalhar para ganhar este negócio!

Até a próxima Edição!

Pedro Carvalho

Partner – in-sight® Executive Search & Recruting

Networking: Os fortes Admiram os Fortes 21/06/2015

Posted by Pedro Carvalho in Editorial, Networking.
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minha primeira entrevista no Youtube. Espero que gostem!

Até o próximo Vídeo!

Pedro Carvalho

Centro de Carreira dos Ex-Alunos da GV

Partner – in-sight® Executive Search & Recruting

10 Perguntas para fazer ao Head Hunter e uma a evitar 20/06/2015

Posted by Pedro Carvalho in Editorial.
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Sabe aquela situação tão desejada de atender ao telefone e do outro lado da linha estar um head hunter? Mesmo quando não estamos interessados na posição que ele tem a oferecer nos sentimos lisonjeados com a situação. Então antes que o head hunter ligue, há 10 boas perguntas para você fazer ao ilustre personagem e uma a evitar.

1. “Quais são as três principais qualificações que seu cliente mais valoriza?”

Certamente o recrutador terá uma lista enorme de atributos que são desejáveis para o candidato ideal. Mas na verdade o empregador em potencial estará mais interessado em algumas poucas qualificações, que considera de fato determinantes. Se você conseguir saber quais são estes atributos, terá reais condições de saber se está ou não fazendo parte do jogo. Caso você não preencha aqueles requisitos básicos, trate de agradecer o head hunter e se prontificar para outra posição no futuro.

Quem irá contratar um funcionário normalmente é muito resistente a aceitar alguém que não preencha exatamente aqueles requisitos fundamentais. É muito difícil tentar se “enquadrar” numa posição quando não temos em nossos skills aqueles predicados básicos que estão na cabeça do empregador. Nunca tente fazer-se “caber” na vaga. Seja prático; objetivo e parta para outra.

2. “Qual é a descrição das principais atividades do trabalho?”

Esta é uma coisa muito importante a saber; o que o empregador considera importante que seja feito. Nos interessamos por um novo emprego porque, normalmente, isto nos trará um pouco mais de dinheiro no fim do mês. Mas não podemos nos esquecer de que teremos de cumprir aquela rotina diariamente. Será que aquelas tarefas irão agregar valor ao nosso perfil profissional? Ou será que, de repente, nos veremos fazendo mais do mesmo, quando poderíamos estar fazendo mais?

A única situação em que poderemos aceitar algo assim é se este for o cenário para uma rápida promoção.

3. “Você está trabalhando para este empregador com exclusividade?”

É muito importante você sabe se está falando com alguém que está, de fato, com um mandato (retainer basis) para fazer aquela busca ou se é mais um que aceitou trabalhar sob contingência, no risco. Se segunda alternativa for a correta, suas chances de que seu curriculum seja visto pelo empregador em potencial serão mínimas quando não nulas!

4. “Há quanto tempo este job foi aberto?”

Se você for um dos primeiros a ser abordado pelo recrutador, certamente perceberá que a coisa está no início, mas dependendo do tempo que o head hunter está buscando o candidato ideal, você poderá ter uma idéia se a empreitada está sendo fácil ou difícil. Se perceber que já faz tempo que estão em busca e se progredir nas entrevistas, tenha certeza de que o jogo está favorável a você.

5. “Por que este job esta aberto há tanto tempo?”

Se o job estiver há muito tempo aberto é importante você tentar descobrir o que houve com os candidatos anteriores a você. Ocorrer um erro na apresentação de candidatos é possível e isto irá prolongar em muito a finalização do projeto de busca. Vale à pena tentar obter esta resposta para que você saiba se você não será mais um a investir um longo tempo em um projeto que não dará em nada. Tente não ser mais um bom perfil, porém não para esta vaga.

6. “Qual é a razão para esta posição ter sido aberta?” “É uma vaga nova ou substituição de alguém?”

Aqui você estará quase fazendo uma pesquisa, são muitas as situações que podem gerar uma vaga. Houve uma promoção de alguém? Perdeu-se o funcionário para a concorrência? Quanto tempo os antecessores ficaram no cargo? E mais…; como é composta a equipe? Você pode e deve fazer muitas perguntas ao head hunter e não deve se esquecer que se você evoluir positivamente e vier a receber uma proposta, estas e outras perguntas terão de ser todas muito bem respondidas antes de você aceitar uma oferta.

7. “Como é o processo seletivo?”

Quantos passos haverá até a decisão final? É possível saber quantas entrevistas estão previstas até o final? Esta é uma boa maneira de você ir avaliando em que estágio do projeto você está

8. “O que você tem informações sobre a empresa?”

Inside information é o que você deve tentar obter. Aquelas informações que não são públicas. Por exemplo, saber que a empresa irá abrir o seu capital em breve futuro ou que está prestes a adquirir um de seus concorrentes e com isto ganhar market share. Estas são informações muito valiosas para quem poderá, em breve, se juntar ao time. Aproveite e veja também se descobre alguns aspectos culturais da empresa, por exemplo; se eles são formais ou não (tem casual day?), há flexibilidade de horário? Pode-se trabalhar em casa de vez em quando?

9. “Onde está localizado o trabalho?”

Hoje em dia e numa cidade do tamanho de São Paulo ou Rio de Janeiro por exemplo, está é uma informação importante. Alguns poucos quilômetros a mais podem representar muito tempo no trânsito. O fato de um novo emprego ser longe de sua casa deve ter como compensação uma maior flexibilidade na jornada diária; um home office ou coisa parecida.

10. “Como você conseguiu o meu nome?”

É sempre bom saber como é que estamos aparecendo no “radar” das pessoas. Se nossos amigos estão nos referenciando bem e o que os head hunters falam de nós por ai. Normalmente eles mantém em sigilo suas fontes de referências mas qualquer pista que possamos ter irão nos ajudar a perfeiçoarmos a forma como nos relacionamos com o mercado.

Esta você deve evitar perguntar:

11. “Qual é o pacote de compensação?”

Nunca faça esta pergunta. Este assunto deverá entrar em pauta somente no momento em que você for receber uma proposta real de trabalho. E mesmo assim é melhor não perguntar de forma alguma isto. Em sendo você o escolhido para a posição em questão, aguarde uma proposta. Somente depois você deverá, ativamente, dar início à negociação.

Até a próxima Edição!

Pedro Carvalho

Centro de Carreira dos Ex-Alunos da GV

Partner – in-sight® Executive Search & Recruting

Fonte e Bibliografia:

Acing the Interview: How to Ask and Answer the Questions That Will Get You the Job por Tony Beshara

Instant Interviews: 101 Ways to Get the Best Job of Your Life por Jeffrey G. Allen

Winning Job Interviews por Paul Powers

Andrea Sobel – http://www.sobelrecruiting.com

Advice and How-To’s: The Most Critical Questions to Ask a Recruiter – by Frank Risalvato


Networking vs Empregabilidade 19/06/2015

Posted by Pedro Carvalho in Editorial.
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Mitos de Networking

Mitos de Networking

Em geral não são círculos de relacionamento errados que levam uma eventual estratégia de networking ao fracasso, mas comportamentos inadequados ou dissonantes e/ou o completo distanciamento entre os planos de carreira desenhados e a sua execução e implantação. O objetivo de relacionar-se é capacitar o profissional a dar saltos qualitativos, criando um conteúdo baseado no futuro, garantindo um comportamento harmonizado com os objetivos de carreira e proporcionando uma gestão contínua do processo de melhoria de relacionar-se. Alguns Executivos inclusive estabelecem alguns indicadores de desempenho previamente estabelecidos. Assim como para manter a boa forma física é necessário exercitar-se diariamente, o exercício de Networking feito de maneira contínua é que garantirá a saúde de sua visibilidade profissional.

Até a próxima edição!

Pedro Carvalho – Sócio in-sight®

É sua idade ou sua atitude? 18/06/2015

Posted by Jacqueline Maia in Editorial.
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Você não pode voltar o relógio, mas pode mostrar sua paixão e resultados aos Decision Makers.

É frequente parecer que o relógio está contra nós quando temos mais de 40 anos.

Contrariamente a entidades Norte-Americanas, aqui no Brasil o ônus da prova dos processos de entrevista cai sobre o candidato nos casos de discriminação de idade. Até mesmo nosso governo, uma entidade legal, parece lutar contra nós ou, pelo menos, dispostos a ajudar.

Recebo tantas perguntas sobre a discriminação de idade que tenho agora uma categoria especial dedicada a este tema em meu blog.

Muitos de nós ficamos chateados com o tratamento aos Executivos acima de 50 anos porque a maioria sabe que temos de trabalhar bastante, até bem depois dos 60 anos, antes de nos aposentarmos. Mas pesquisas recentes indicam que poucos de nós realmente queremos trabalhar depois dos 60 – e essa tendência pode ajudar a explicar, ou desculpar, preconceitos de muitos empregadores.

Pesquisa da consultoria DeLong & Associates realizou um estudo sobre trabalhadores mais velhos e as características de contratação intitulado “Buddy Can You Spare a Job?”. O relatório revela que a maioria dos trabalhadores mais velhos sentem a pressão financeira para trabalhar após os 60 anos, mas poucos trabalham ou mostram um desejo de trabalhar. Por sua vez, empregadores temem contratar empregados que são menos apaixonados pelo seu trabalho (traço menos encontrado nos colegas mais jovens).

Isso levanta uma questão interessante para perguntar a si mesmo nesta altura de sua carreira: você é apaixonado pelo seu trabalho? Como? E como essa paixão pode afetar sua capacidade para encontrar emprego?

Você consegue encontrar algo que você realmente gosta? Sua paixão (ou falta dela) vai aparecer durante a entrevista. Então o primeiro passo é considerar quão compromissado você está com seu trabalho atual. Quão apaixonado você está?

Encontre sua paixão, depois o trabalho

Se você já não tem paixão pelo seu trabalho atual, talvez seja hora de algumas auto avaliações. Embora você tenha acumulado experiência em diversas áreas ao longo dos anos, agora pode ser o momento de redefinir e reorientar a sua história.

Claro, você pode ser bom em muitas coisas, mas pergunte a si mesmo:

“De todas as coisas que eu já fiz, ou quero fazer (funções, habilidades e capacidades), o que realmente me traz a maior alegria neste momento na minha vida?”

Encontre uma coisa que você sinta que faz com prazer e foque nela. Se algum de seus feitos passados e experiências não for ligado diretamente aos requisitos deste foco, então não as enfatize.

Lembre-se, esta é a sua história. Diga isso à sua maneira. Você irá querer direcionar seu currículo de modo a mostrar-se da forma mais positiva e poderosa possível. Isso significa aumentar apenas os aspectos de sua experiência que sejam relevantes para a sua recém-centrada meta de carreira e paixão. Neste estágio talvez seja útil procurar por um consultor de carreiras com experiência, visões práticas e objetivas.

Venda Resultados, não Anos

Depois de identificar seus objetivos, você pode precisar vendê-los de forma diferente da que você fez no passado.

Não faz muito tempo, você poderia ganhar um emprego apenas por falar sobre suas habilidades adquiridas nos últimos 15 anos que passou trabalhando. Os Decisoin Makers estão a procura de resultados, não de anos. Converse na língua que qualquer empregador compreenda e aprecie: retorno sobre o investimento. Ao invés de citar 20 anos de experiência, identifique seus benefícios para o empregador e coloque-os em termos monetários. Apoie suas realizações com fatos baseados em benefícios. Venda-os sob um formato que ajudou seus ex-empregadores a perceber valor.

O dinheiro fala, e fala em voz alta. A boa notícia é que o tema “faturamento” ou “lucro” pode superar a idade. Como funcionário, você quer ganhar ou economizar receitas para o seu empregador. Levante as suas muitas realizações profissionais até obter a resposta de quantas maneiras você ajudou seus ex-chefes ganhar e poupar financeiramente e economizar tempo. Esteja preparado para demonstrar situações em que você já conseguiu isso.

Você não pode eliminar o preconceito de idade no local de trabalho, mas você pode superar um grande obstáculo, que é a percepção de que, como um trabalhador mais velho, falta-lhe a paixão de um jovem profissional. Você pode não ser capaz de regenerar uma paixão perdida, mas pelo menos você pode desenvolver um renovado entusiasmo e concentrar no que você quer durante a procura por um novo emprego. Adicionalmente um breve e eficiente discurso de vendas ajudará para a superação de velhas percepções a respeito da idade.

Até a próxima Edição!

Pedro Carvalho

Centro de Carreira dos Ex-Alunos da GV

Partner – in-sight® Executive Search & Recruting

Fonte e Bibliografia:

Over 40 & You’re Hired!: Secrets to Landing a Great Job por Robin Ryan
Over-40 Job Search Guide: 10 Strategies for Making Your Age an Advantage in Your Career por Gail Geary
Buddy Can You Spare a Job? Autor: DeLong & Associates – http://www.klhagen.com/associates_klh_2.php.
Reaching People Under 40 While Keeping People Over 60: Being Church for All Generations (TCP Leadership Series) por Edward H. Hammett and James R. Pierce
Finding a Job After 50: Reinvent Yourself for the 21st Century – por Jeannette Woodward
Your Next Career: Do What You’ve Always Wanted to Do (Your Next Career: Do What Your’ve Always Wanted to Do) – por Gail Geary