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Como está o mercado? 04/01/2012

Posted by anacaroline2 in Como está o mercado?.
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País termina ano com emprego em alta apesar da crise externa

O Brasil fecha 2011 com o patamar de desemprego mais baixo em pelo menos uma década. O cenário é literalmente o inverso do verificado, por exemplo, na França, onde a desocupação é a mais grave em 12 anos. Mas o ritmo de criação de empregos no país poderia ter sido maior ainda. Efeitos indiretos da crise econômica que atinge países desenvolvidos como os Estados Unidos e nações europeias prejudicaram a meta de abertura de postos de trabalho no ano. A indústria foi um dos setores mais prejudicados

O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lucio, afirma que a estimativa inicial do governo de 3 milhões de empregos criados no ano exagerava no otimismo. A expectativa foi revista no início do segundo semestre para 2,7 milhões. Em 2010, foram 2,86 milhões com carteira assinada, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego.

A crise nos países ricos fez nações asiáticas como a China voltarem-se a mercados mais aquecidos, como o Brasil. “Temos dificuldades de concorrer com o produto (industrial) chinês”, avalia Ganz Lucio. Setores como o automotivo, especialmente de autopeças, e o de vestuário foram especialmente prejudicados na abertura de postos de trabalho por causa dessa investida.

De janeiro a novembro, foram criados 2,32 milhões de empregos (saldo positivo entre admissões e dispensas) segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ante 2,54 milhões no mesmo período do ano passado. Na indústria de transformação, de janeiro a novembro, foram 357.715 novos empregos e, no mesmo período do ano passado, as novas vagas do setor somaram 638.006. Novembro de 2010 foi atípico, porque ocorreram menos dispensas do que comumente se verifica no período, quando começam desligamentos de trabalhadores temporários no setor.

– O que precisamos fazer é proteger nossa economia e investir em tecnologia para ganharmos produtividade para concorrer com esses produtos– avalia o diretor do Dieese. No que diz respeito aos incentivos, o governo federal promoveu, em agosto deste ano, aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos com menos de 65% do valor de produção realizados no país. Outros setores receberam desonerações pontuais, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o setor têxtil deve ter novas medidas de proteção em 2012.

Ganz Lucio avisa, porém, que as ações são importantes mas podem não bastar. “Essas medidas são necessárias, mas é preciso outras, para incentivar as empresas a produzir nacionalmente e é evidente que o impacto disso é a retomada dos empregos.”

A perspectiva é de que as economias europeias e norte-americana permaneçam em recesão nos próximos anos. Isso quer dizer que haverá menos mercados absorvendo produtos exportados por nações como o Brasil, ao mesmo tempo em que o consumo nacional, de famílias e do governo, continuará a atrair a atenção e os esforços da China e de outros polos industriais.

Isso reforça a importância de o Brasil zelar por seu mercado interno, garantindo bons patamares de emprego. “Preservar os empregos também deve ser um objetivo da nossa política”, avisa o economista.

Em 2011, o país teve bons resultados. A taxa de desocupação calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atingiu em novembro o menor nível da série histórica, iniciada em março de 2002, e chegou a 5,2%. Segundo pesquisa mensal em sete regiões metropolitanas da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), de São Paulo, e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o desemprego ficou em 9,7% em novembro. Foi a primeira vez em que a taxa ficou abaixo de dois dígitos desde janeiro de 1998, quando a pesquisa começou a ser feita.

Centro de Carreira dos Ex-Alunos da GV

Partner – in-sight® Executive Search & Recruting

Fonte e Bibliografia

http://correiodobrasil.com.br/pais-termina-ano-com-emprego-em-alta-apesar-da-crise-externa-3/349506/

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Brasil tem os Maiores Salarios no Mundo dos Executivos 13/02/2011

Posted by Pedro Carvalho in Como está o mercado?, Notícias.
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WHERE does a senior manager cost most? Brazil, according to the Association of Executive Search Consultants (AESC), a trade body. Two recent surveys, one by the AESC and the other by a Brazilian headhunter, Dasein Executive Search, found that chief executives and company directors earned more in São Paulo, Brazil’s business capital, than in New York, London, Singapore or Hong Kong (see chart). The surveys compared base salary, but bonuses in Brazil are generous too, says David Braga of Dasein. And the comparison understates the cost of hiring in Brazil: its payroll taxes are among the world’s highest.

Part of the reason for runaway executive pay is booming demand for staff, at all levels. Brazil, China and India are all seeing strong growth in employment. But according to Manpower, another employment agency, the mismatch between supply and demand is starkest in Brazil, where 64% of employers report difficulty filling vacancies, against 40% in China and 16% in India. Managers with technical backgrounds are especially scarce in Brazil: big oil finds and infrastructure plans mean demand is soaring, but Brazil turns out just 35,000 engineers a year, against India’s 250,000 and China’s 400,000.

The strength of the real artificially boosts Brazil’s position in international pay comparisons. But even in reais executive pay is growing by double digits a year, says Edilson Camara of Egon Zehnder, a headhunting firm. Senior managers in China and India are reaping similar gains, but from a lower base. Multinationals that used to run their Latin American operations from Miami, Mexico or Buenos Aires have mostly shifted to São Paulo; China and India are still often overseen from Singapore or Hong Kong, though Shanghai is becoming more popular. A wave of foreign takeovers, and forays abroad by Brazilian firms, have both increased demand for managers with international experience.

The solution is to nurture your own talent, says Alexander Triebnigg, who runs the Brazilian operation of Novartis, a Swiss pharmaceutical company. Brazilian employees tend to be loyal, he says, meaning that established firms with generous career-development plans are less hurt by the talent drought. But this loyalty also tends to inflate the market rate. “If you want to tempt a Brazilian to change jobs,” he points out, “you have to offer them a lot more money. In China they’ll change jobs for just a little more.”

Many firms are looking outside to fill top posts. But a high crime rate (São Paulo is far safer than it used to be, but still boasts a murder rate nearly double that of New York) and the need to master Portuguese put many foreigners off. And even big Brazilian companies may lack the international renown needed to entice the most ambitious. “Busy people may not listen to what you have to say about the complexity and size of some Brazilian company they’ve never heard of,” complains Mr Camara.

The biggest beneficiaries of Brazil’s war for talent are likely to be its expatriate managers. Mr Braga of Dasein says the motive for his research on pay was the ten or so unsolicited inquiries his firm receives each day from Brazilians living abroad who are thinking of returning home—even though most of them mistakenly thought that doing so would mean a pay cut.

Fonte: The Economist – Big country, big pay cheques – Originalmente publicado aqui