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10 Perguntas para fazer ao Head Hunter e uma a evitar 20/06/2015

Posted by Pedro Carvalho in Editorial.
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Sabe aquela situação tão desejada de atender ao telefone e do outro lado da linha estar um head hunter? Mesmo quando não estamos interessados na posição que ele tem a oferecer nos sentimos lisonjeados com a situação. Então antes que o head hunter ligue, há 10 boas perguntas para você fazer ao ilustre personagem e uma a evitar.

1. “Quais são as três principais qualificações que seu cliente mais valoriza?”

Certamente o recrutador terá uma lista enorme de atributos que são desejáveis para o candidato ideal. Mas na verdade o empregador em potencial estará mais interessado em algumas poucas qualificações, que considera de fato determinantes. Se você conseguir saber quais são estes atributos, terá reais condições de saber se está ou não fazendo parte do jogo. Caso você não preencha aqueles requisitos básicos, trate de agradecer o head hunter e se prontificar para outra posição no futuro.

Quem irá contratar um funcionário normalmente é muito resistente a aceitar alguém que não preencha exatamente aqueles requisitos fundamentais. É muito difícil tentar se “enquadrar” numa posição quando não temos em nossos skills aqueles predicados básicos que estão na cabeça do empregador. Nunca tente fazer-se “caber” na vaga. Seja prático; objetivo e parta para outra.

2. “Qual é a descrição das principais atividades do trabalho?”

Esta é uma coisa muito importante a saber; o que o empregador considera importante que seja feito. Nos interessamos por um novo emprego porque, normalmente, isto nos trará um pouco mais de dinheiro no fim do mês. Mas não podemos nos esquecer de que teremos de cumprir aquela rotina diariamente. Será que aquelas tarefas irão agregar valor ao nosso perfil profissional? Ou será que, de repente, nos veremos fazendo mais do mesmo, quando poderíamos estar fazendo mais?

A única situação em que poderemos aceitar algo assim é se este for o cenário para uma rápida promoção.

3. “Você está trabalhando para este empregador com exclusividade?”

É muito importante você sabe se está falando com alguém que está, de fato, com um mandato (retainer basis) para fazer aquela busca ou se é mais um que aceitou trabalhar sob contingência, no risco. Se segunda alternativa for a correta, suas chances de que seu curriculum seja visto pelo empregador em potencial serão mínimas quando não nulas!

4. “Há quanto tempo este job foi aberto?”

Se você for um dos primeiros a ser abordado pelo recrutador, certamente perceberá que a coisa está no início, mas dependendo do tempo que o head hunter está buscando o candidato ideal, você poderá ter uma idéia se a empreitada está sendo fácil ou difícil. Se perceber que já faz tempo que estão em busca e se progredir nas entrevistas, tenha certeza de que o jogo está favorável a você.

5. “Por que este job esta aberto há tanto tempo?”

Se o job estiver há muito tempo aberto é importante você tentar descobrir o que houve com os candidatos anteriores a você. Ocorrer um erro na apresentação de candidatos é possível e isto irá prolongar em muito a finalização do projeto de busca. Vale à pena tentar obter esta resposta para que você saiba se você não será mais um a investir um longo tempo em um projeto que não dará em nada. Tente não ser mais um bom perfil, porém não para esta vaga.

6. “Qual é a razão para esta posição ter sido aberta?” “É uma vaga nova ou substituição de alguém?”

Aqui você estará quase fazendo uma pesquisa, são muitas as situações que podem gerar uma vaga. Houve uma promoção de alguém? Perdeu-se o funcionário para a concorrência? Quanto tempo os antecessores ficaram no cargo? E mais…; como é composta a equipe? Você pode e deve fazer muitas perguntas ao head hunter e não deve se esquecer que se você evoluir positivamente e vier a receber uma proposta, estas e outras perguntas terão de ser todas muito bem respondidas antes de você aceitar uma oferta.

7. “Como é o processo seletivo?”

Quantos passos haverá até a decisão final? É possível saber quantas entrevistas estão previstas até o final? Esta é uma boa maneira de você ir avaliando em que estágio do projeto você está

8. “O que você tem informações sobre a empresa?”

Inside information é o que você deve tentar obter. Aquelas informações que não são públicas. Por exemplo, saber que a empresa irá abrir o seu capital em breve futuro ou que está prestes a adquirir um de seus concorrentes e com isto ganhar market share. Estas são informações muito valiosas para quem poderá, em breve, se juntar ao time. Aproveite e veja também se descobre alguns aspectos culturais da empresa, por exemplo; se eles são formais ou não (tem casual day?), há flexibilidade de horário? Pode-se trabalhar em casa de vez em quando?

9. “Onde está localizado o trabalho?”

Hoje em dia e numa cidade do tamanho de São Paulo ou Rio de Janeiro por exemplo, está é uma informação importante. Alguns poucos quilômetros a mais podem representar muito tempo no trânsito. O fato de um novo emprego ser longe de sua casa deve ter como compensação uma maior flexibilidade na jornada diária; um home office ou coisa parecida.

10. “Como você conseguiu o meu nome?”

É sempre bom saber como é que estamos aparecendo no “radar” das pessoas. Se nossos amigos estão nos referenciando bem e o que os head hunters falam de nós por ai. Normalmente eles mantém em sigilo suas fontes de referências mas qualquer pista que possamos ter irão nos ajudar a perfeiçoarmos a forma como nos relacionamos com o mercado.

Esta você deve evitar perguntar:

11. “Qual é o pacote de compensação?”

Nunca faça esta pergunta. Este assunto deverá entrar em pauta somente no momento em que você for receber uma proposta real de trabalho. E mesmo assim é melhor não perguntar de forma alguma isto. Em sendo você o escolhido para a posição em questão, aguarde uma proposta. Somente depois você deverá, ativamente, dar início à negociação.

Até a próxima Edição!

Pedro Carvalho

Centro de Carreira dos Ex-Alunos da GV

Partner – in-sight® Executive Search & Recruting

Fonte e Bibliografia:

Acing the Interview: How to Ask and Answer the Questions That Will Get You the Job por Tony Beshara

Instant Interviews: 101 Ways to Get the Best Job of Your Life por Jeffrey G. Allen

Winning Job Interviews por Paul Powers

Andrea Sobel – http://www.sobelrecruiting.com

Advice and How-To’s: The Most Critical Questions to Ask a Recruiter – by Frank Risalvato


10 gafes de Netiqueta do LinkedIn 30/06/2011

Posted by Pedro Carvalho in Editorial.
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Saiu na Revista Exame desta semana uma interessante matéria sobre o Linkedin citando ser uma importante ferramenta de Carreira. No entanto, encontrei pouca literatura disponível de como obter o máximo do LinkedIn além do uso básico.

O que é exatamente o Lindedin? As definições mais abundantes dizem que se trata de uma ferramenta dos sonhos, a terra prometida dos empregos. Mas considero o Linkedin como uma ferramenta de networking social que permite que você se conecte com muitos colegas que se unem em trocam seu network, expertise, experiência e paixões de seus trabalhos. Não há uma ferramenta mágica de caça ao emprego. Linkedin não irá simplesmente jogar no seu colo aquele perfeito emprego apenas por digitar uma combinação de palavras no site. Mas o Linkedin irá lhe permitir que você construa uma rede valiosa e vibrante de profissionais bem como enriquecer a performance de seu trabalho e de suas metas de carreira independentemente de qual fase sua carreira esteja.

Dizem que ter muitos Head Hunters e Gerentes de Recursos Humanos em sua rede de Linkedin é uma rota segura para assegurar a empregabilidade. A expectativa deles é que se tornem muito visíveis pelos profissionais que, na teoria, teriam muitas vagas para eles. Em minha experiência isto é um mito. Conheço muitos colegas que dizem ter adicionados inúmeros profissionais deste tipo e não conseguem nenhum emprego por este mecanismo. Sei de apenas um (insisto, apenas UM colega), que conseguiu emprego desta forma. Mas, considerando-se o seu perfil, ele conseguiria um novo emprego de qualquer maneira – não precisava necessariamente estar no Linkedin.

Então, como usar esta ferramenta?

Uma das forças que está atrás do fenômeno do Linkedin é o conceito que alguns chamam de “Pay it Forward”. Em resumo, significa que quando você entra no mundo do Linkedin você tem que estar preparado para oferecer mais do que você pediu. É importante você entender isto antes de pedir algo a alguém neste site.

Muitos especialistas falam sobre a melhor maneira de tirar vantagens do LinkedIn, mas tenho visto inúmeros usuários inexperientes que rotineiramente violam as regras de etiqueta LinkedIn. Abaixo segue uma lista sobre como NÃO utilizar a rede no LinkedIn . Embora alguns dos conselhos possam parecer óbvios, espero que esses lembretes venham a ajudar você na sua netiqueta.

RECOMENDAÇÕES LinkedIn

  1. Pedir uma recomendação de alguém que você não conhece pessoalmente nem nunca trabalhou junto.
  1. Após alguém lhe dar uma recomendação você nem sequer responde o pedido desta pessoa por uma recomendação.

LinkedIn CONVITES

  1. Enviar convites a estranhos, sem um texto ou uma boa razão para se conectar.
  1. Enviar convites a amigos, sem um texto personalizado.

LinkedIn MENSAGENS

  1. Fazer Spam. Tentar vender produtos (carros, apartamentos). Anunciar que esta em busca de emprego. Uma colega comentou comigo outro dia: “A quantidade de spam que recebo está fazendo cair a qualidade das discussões e outras informações relevantes. Então cancelei minha participação em certos grupos”.
  1. Adicionar-se a um grupo de discussão simplesmente porque você está conectado.
  1. Não responder a um pedido de contato.

ATUALIZAÇÕES LinkedIn STATUS

  1. Pessoas que atualizam seu status para twittar (o Twitter é feito para isso, não o LinkedIn!)

LinkedIn APRESENTAÇÕES

  1. Head Hunters e recrutadores que querem apresentações mas não dão introduções, e juntam-se a uma rede social e ainda optam por não serem sociáveis!
  1. Solicitar introduções ou apresentações mas não querer retribuir. Não ser sociável.

Rede exige paciência e delicadeza. Uma das regras mais importantes da rede social é construir relacionamentos. Relacionamento é uma via de mão dupla. Pense no que a outra pessoa precisa ou quer começar a partir do relacionamento.

Algumas sugestões de bom uso do Linkedin:

  1. Não peça ao seu contato para fazer o trabalho para você – apresentar outra pessoa, por exemplo. Não sobrecarregue seus contatos; as pessoas estão ocupadas. Faça o máximo para que os outros apenas tenham que clicar um botão para te atender, nada mais.
  2. Você está procurando pessoas para ajudá-lo a encontrar um emprego? Não deixe ser tão óbvio que você deseja se conectar apenas porque essa pessoa virá a ser um trampolim para o seu objetivo final. Ninguém quer se sentir usado. Ofereça algo em troca, se puder, tal como acesso à sua rede.
  3. Em qualquer situação de relacionamento na rede, você deve ser educado, respeitoso e generoso. Networking é uma troca de informações, o que significa que deve ser de benefício mútuo. Estabeleça um relacionamento antes de começar a fazer pedidos.

Listei vários tópicos interessantes, não? Você se recorda de mais algum? Se sim, envie-me umas dicas.

Até a próxima Edição!

Pedro Carvalho

Centro de Carreira dos Ex-Alunos da GV

Partner – Authent® Executive Search & Recruting

Fonte e Bibliografia:

Jason Alba, “LinkedIn For Executives – Beyond The Basics.”
Hannah Morgan, the Career Sherpa, article on how NOT to network on LinkedIn
Buddy Can You Spare a Job? Autor: DeLong & Associates – http://www.klhagen.com/associates_klh_2.php.
Revista Exame de 4 de Maio de 2011 pág. 120 – “100 milhões de Usuários depois” por Luiza Dalmazo
How to Find a Job on LinkedIn, Facebook, Twitter, MySpace, and Other Social Networks por Brad Schepp and Debra Schepp
Zamanta: New Technology Does Not Require New Manners